domingo, 14 de março de 2010

Maria Antonieta (Marie Antoinette, EUA, França, 2006)


"Solidão é quando o coração, se não está vazio, sobra lugar nele que não acaba mais." (Maria Antonieta)




"A tentativa da diretora Sofia Coppola de resgatar a dignidade de Maria Antonieta fracassa por sua incapacidade de fazer um filme com delicadeza e conteúdo."
- Carlos Dunham


Esse é um filme sobre o mundo de Maria Antonieta e nele política e povo ficam em terceiro plano. Ao optar por trazê-la para uma jovem bem próxima das adolescentes que conhecemos, Sofia faz um diálogo entre passado e presente. Quer com isso dizer que os tempos mudam, mas os anseios, medos e prazeres nem tanto.

Maria Antonieta é um belo desfile de cenários e figurinos, visualmente muito interessante. Todavia, em alguns momentos, o filme torna-se tedioso.

Sofia Coppola é no mínimo corajosa ao tentar recontar a vida de uma mulher que reinou totalmente alheia à política de seu país, enterrada em um mundo de excessos quase surreais, e ainda dar toques de modernidade a esta história.

Maria Antonieta não é um filme informativo, não é uma aula de História, não começa, nem termina com letreiros explicando o que aconteceu com os personagens. Mas se há uma cartela que bem caberia aqui é aquela usada por Stanley Kubrick no epílogo de Barry Lyndon, guardadas as devidas proporções. “Foi no reinado de Jorge III que as pessoas supracitadas viveram e brigaram; bons ou maus, belos ou feios, ricos ou pobres, eles agora são todos iguais”. caso do filme de Sofia, esse ‘iguais’ também pode caber. (vide COMENTÁRIOS)


COTAÇÃO: 7





Um Amor Além do Muro ( Der Rote Kakadu, Alemanha, 2006)


" Circunstâncias insólitas, às vezes, criam situações que contrariam o curso normal da vida: O tempo não rouba a beleza" (Diggie)

" Querida Luise, Se a barra pesar de verdade, lembre-se, 28 de abril de 1961, neste dia, você estava muito feliz" (Luise)


O tom é sereno e melancólico, a direção de arte opulenta e colorida e o ritmo tem enorme balanço. (...) Seria possível evocar o estado de alerta comunista de maneira tão sutil? Sim, este filme prova isto"
- Christian Buss, Der Spiegel.



Amor platônico no meio da repressão da antiga Alemanha Oriental, que aumenta e culmina com a construção do muro de Berlim. Inocência, dança, música. Dresden se recuperando da destruição. Rock and roll no ideal da juventude, mas também reprimido pelos ideais comunistas e modelo da Rússia. Sinta do ponto de vista dos alemães orientais o choque da construção do muro. Excelentes momentos na frente da tela. Vale a pena conferir.


COTAÇÃO: 9