

Esse é um filme sobre o mundo de Maria Antonieta e nele política e povo ficam em terceiro plano. Ao optar por trazê-la para uma jovem bem próxima das adolescentes que conhecemos, Sofia faz um diálogo entre passado e presente. Quer com isso dizer que os tempos mudam, mas os anseios, medos e prazeres nem tanto.
Maria Antonieta é um belo desfile de cenários e figurinos, visualmente muito interessante. Todavia, em alguns momentos, o filme torna-se tedioso.
Sofia Coppola é no mínimo corajosa ao tentar recontar a vida de uma mulher que reinou totalmente alheia à política de seu país, enterrada em um mundo de excessos quase surreais, e ainda dar toques de modernidade a esta história.
Maria Antonieta não é um filme informativo, não é uma aula de História, não começa, nem termina com letreiros explicando o que aconteceu com os personagens. Mas se há uma cartela que bem caberia aqui é aquela usada por Stanley Kubrick no epílogo de Barry Lyndon, guardadas as devidas proporções. “Foi no reinado de Jorge III que as pessoas supracitadas viveram e brigaram; bons ou maus, belos ou feios, ricos ou pobres, eles agora são todos iguais”. caso do filme de Sofia, esse ‘iguais’ também pode caber. (vide COMENTÁRIOS)
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