quinta-feira, 29 de maio de 2008

Alucinação.

...) Não estou interessado em nenhuma teoria, em nenhuma fantasia, nem no algo mais. Nem em tinta pro meu rosto ou oba oba, ou melodia para acompanhar bocejos, sonhos matinais. Nem nessas coisas do oriente, romances astrais. A minha alucinação é suportar o dia-a-dia, e meu delírio é a experiência com coisas reais. Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha. Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais. Garotas dentro da noite, revólver: cheira cachorro. Os humilhados do parque com os seus jornais. Carneiros, mesa, trabalho, meu corpo que cai do oitavo andar. E a solidão das pessoas dessas capitais. A violência da noite, o movimento do tráfego. Um rapaz delicado e alegre que canta e requebra, é demais. Cravos, espinhas no rosto, Rock, Hot Dog, "play it cool, Baby". Doze Jovens Coloridos, dois Policiais. (...)



:: Amar e mudar as coisas me interessa mais ::

(Belchior)

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