O problema é que a ela só interessavam os todo errados,
os chapados, os estragados.
Os muito velhos, os muito jovens,
os bons demais pra ela, os pouca coisa.
A ela só lhe despertam os olhos
aqueles que não pode ter,
os que não a querem, os que a querem demais.
As outras filosofias,
os outros países,
os outras vidas, as vidas que ela não pode viver.
Ah, se ao menos ela visse
os bonzinhos, os certinhos.
De barba feita
e sapato lustrado.
